Sobre Edeson Souza

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 Os 46 anos minha vida são  pautados pela dedicação à fotografia e à cultura. A paixão pelo registro de imagens — imagens que contam histórias do cotidiano, que enternecem corações e dão asas à imaginação — levaram a me enveredar pela área  do vídeo também.

Sempre tratei como arte o registro da imagem; os recortes da realidade e dos fatos, o olhar diferenciado, crítico e sensível de quem fotografa ou filma. Atuo nas áreas de fotografia publicitária, fotografia em estúdio, fotografia de eventos, foto documental, fotografia empresarial e social, além de ministrar aulas e possuir Banco de imagens.

Defendo que todas as manifestações artísticas  devam andar de mãos dadas para chegar cada vez mais perto da população, independente do poder aquisitivo, do local de moradia ou do grau de instrução. Essa vontade de democratizar a cultura me tornou muito  mais do que um amigo, mas um parceiro constante de todo artista, produtor cultural ou instituição que queira difundir música, dança, teatro, artes plásticas, folclore e – sobretudo – fotografia e vídeo.

Apesar do tempo na arte de fotografar e filmar considero e me comporto como um aprendiz vitalício, por isso procuro com frequência sentar no banco de aluno em cursos da área, além de ser presença constante entre o público de palestras, congressos, seminários, workshops e encontros sobre imagem e cultura. Sou amante da leitura e busco me atualizar através de  vídeo aulas e tutoriais principalmente na minha área de atuação. Ao longo dos anos venho participado  em inúmeras exposições   individuais e coletivas com meus trabalhos.

Atualmente, estou Presidente do Grupo Imagem Fotografia e Vídeo de Sorocaba, sendo um dos seus fundadores. O Grupo Imagem completa em 22 de setembro de 2016, 30 anos de fundação. Já realizamos inúmeras atividades como mostras, exposições, salões nacionais de fotografia, festivais de vídeo e cinema, projetos de inclusão social através  de fotografia para cegos, Brasil Afro, Pão e Poesia, Poesia de Passagem, maratonas fotográficas, saídas fotográficas, cursos, oficinas, seminários e muito mais.

Sou professor de fotografia e vídeo e ministro cursos em Sorocaba e região, de turmas e VIP, no Grupo Imagem Núcleo de Fotografia e Vídeo de Sorocaba, COC Santa Rosália, também já ministrei cursos na Oficina Cultural Grande Otelo, FUNDEC – Fundação de Desenvolvimento Cultural, UNIT – Universidade do Trabalhador, Oficina Cultural Grande Otelo, Escola Pró-Arte de Sorocaba e de Campinas, SESC Sorocaba e Osasco, Fundação Casa de Sorocaba, Secretaria de Educação e Cultura de Cerquilho, Secretaria de Cultura de Votorantim e SENAC.

Ministro oficinas, palestras e workshops em faculdades, escolas, ONGs sociais e diversas entidades.

Desde 1986 venho sendo premiado pela realização de filmes e fotos ou participação em diversos trabalhos, como os vídeos “O Caipira e o Rio”, “Bento Palmiro, Violeiro e Poeta”, “Sem-Terra da Fazenda Ipanema”, “Comitiva Gumercindo”; e fotografias no concurso EXPO-VERDE “A natureza e o novo milênio” e no Mapa Cultural de 99, com “Na hora de nossa morte, amém” entre outros. Tenho fotos publicadas em livros, revistas, jornais e sites do Brasil e do exterior. Sou membro da Fototech, associação que congrega mais de 800 fotógrafos renomados no Brasil.

Fui idealizador e executor do Projeto “Sorocaba Criança Cidadã”, realizado em parceria com a pastoral da criança, com apoio da LINC local,  desenvolvendo o Projeto Jovem Cidadão”  onde oferecemos oficina de fotografia gratuita para crianças e adolescentes e o Projeto “Melhor Idade” com oficina de fotografia gratuita para a terceira idade nas mais diversas comunidade e entidades.

Formação

  • Curso de Fotografia na FCAD – CEUNSP,
  • Curso de Fotografia  Escola Pan-americana de Artes em São Paulo,
  • Cursos na Fuji Photo Film do Brasil e no Centro Educacional Kodak, SESC, SENAC.
  • Curso de  Linguagem Cinefotográfica com Joel Yamaji
  • Workshops com Luiz Crispino, Cristiano Mascaro, JR Duran.
  • Na área da fotografia digital: cursos e workshops com os mestres Clicio Barroso, Thales Trigo, Alexandre Keese, André Borges Lopes, Ricardo Pagemaker, Marcos Issa, entre outros.
  • Congresso Brasileiro de Fotografia e Congresso Paulista de Fotografia (Fotografar), Photoshop Conference, Fototech, Congresso Estúdio Brasil, A Fotografia no mercado das Artes, Confederação Brasileira de Fotografia.
  • Feiras e eventos da imagem.

QUALIFICAÇÕES PESSOAIS

  • Vivência em cursos, oficinas, palestras, workshops de fotografia e vídeo em diversas entidades.
  • Experiência em organização de exposições fotográficas.
  • Espírito de organização e de equipe.
  • Comunicativo, dinâmico e com muita iniciativa própria.
  • Grande conhecimento em edição de imagens fotográficas e de vídeos, através dos programas Photoshop, Lightroom e Premiere
  • Habilidade na construção e  redação de textos.
  • Facilidade em preparar e agendar reuniões, convenções, entrevistas e eventos
  • Entusiasta em tecnologias e mídias sociais.

 

O que me levou a ser fotografo?

Daniel Dias, fotógrafo e amigo, recém chegado a Itatinga me convidou para conhecer o seu laboratório fotográfico Preto e Branco e acompanhar um trabalho de revelação de filmes e ampliação, ao ver  o surgimento da imagem num papel branco, fiquei apaixonado. Depois disso passei a frequentar o laboratório e o seu estúdio no intuito de aprender a profissão.

A partir do incentivo deste amigo que me presenteou com uma câmera Tuka que usava um filme de rolo 110  comecei a fotografar em 1970. Depois disso, meu pai me comprou duas câmeras, uma Olympus Pen e uma Ricó 500G; com a Olympus Pen usava  filmes cromo (slide) que eram montados em monóculos e com a Ricó em filme negativo P&B que eu mesmo revelava no laboratório do amigo. Em 1973 me mudei para Sorocaba e comprei uma câmera Olympus Trip, um flash Frata 80 e comecei a fazer alguns serviços. Como  não tinha mais o laboratório do amigo comecei a levar meus filmes no Foto Guerra no início da Rua Nogueira Padilha, este local era um ponto de encontro dos fotógrafos de Sorocaba. Logo comprei uma câmera Reflex profissional. Meu primeiro curso de fotografia foi por correspondência, dentre outras escolas, estudei na Escola Pan-americana de Artes, SENAC, Focus, Fuji, Kodak.
ENTREVISTA AO JORNAL CRUZEIRO DO SUL

Nesta entrevista foi perguntado se tenho fotos premidas, respondi que sim, tenho várias fotos premiadas em concursos e selecionadas para salões e diversas publicações, fui questionado também sobre qual o meu maior incentivo para fotografar e disse que ser fotógrafo é uma maneira de viver, de enxergar o mundo, é saber fazer o elo entre a sensação visual e o ato de fotografar, apenas sigo o meu coração, o que me inspira a toda instante. Estou sempre fotografando, mesmo sem câmera. O tempo todo fico treinando o olhar, observando formas, contornos, como a luz incide e transforma os elementos que compõe a paisagem. Observo muito o trabalho de outros fotógrafos, assisto a filmes no cinema e na TV e até ouvindo músicas. Estamos sempre adicionando referências que se agregam a outras no subconsciente e se transformam em ideias na hora de fotografar. Disse também que o que mais me chama a atenção na fotografia é a combinação do registro de um momento ou situação com uma linguagem artística que contenha a informação sem deixar de lado a composição. Acho que a ideia e o “feeling” sejam de longe mais importantes do que a técnica, mas é a técnica que me permite executar a ideia da forma como a mentalizo antes da fotografia. Lógico que contamos com a sorte em muitas vezes, mas a técnica é fundamental para ter controle do resultado final. A fotografia que me chama a atenção é aquela feita com sentimento próximo do assunto, que passe a emoção e a informação correta do momento em que ela foi feita. É necessário muito estudo e dedicação. Não é só comprar uma câmera reflex digital e sair fotografando.

Uma foto elogiada por amigos e familiares não é passaporte para ser um fotógrafo profissional. O fotógrafo profissional é aquele que apresenta qualidade e consistência, em qualquer circunstância, nunca contando com a sorte ou o acaso, deve dominar a linguagem da luz. Se a fotografia é a nossa tela e a luz é o pincel, é ela que dá forma à nossa visão.

É necessário estudar e treinar o olhar, buscando referências de outros fotógrafos,  preferencialmente  os grandes mestres da história da fotografia e também os atuais,  além de valorizar a profissão, visto que em minha opinião fotografar se aprende olhando, fazendo e refletindo sobre o que foi feito, estudando, vendo muitas fotos, filmes, televisão e exposições. Para mim, o maior erro do fotógrafo é fotografar sem cartão de memória ou filme e apressar a fotografia quando tem tempo para a preparar devidamente, observando a composição da cena; composição é o arranjo harmonioso dos elementos dentro do enquadramento.

“A composição deve ser uma de nossas preocupações constantes, até nos encontrarmos prestes a tirar uma fotografia; e então, devemos ceder lugar à sensibilidade…” (Henri Cartier-Bresson)

Fui questionado sobre o melhor equipamento para um fotógrafo iniciante em fotografia social e disse que o mais importante é o conhecimento técnico. Quanto aos equipamentos básicos sugiro que o profissional possua câmera, lentes, flashe, filmes, cartões de memória e mochila. Muitos novos fotógrafos ficam maravilhados e desesperados para comprar esse ou aquele equipamento e se esquecem da técnica, e principalmente  de fotografar, estudar e apreciar referências. Acredito que o olhar e sensibilidade são requisitos básicos de todo fotógrafo, assim como alguns conhecimentos técnicos. Saber o que é f/2.8 e qual a diferença entre 1/100 e 1/400 no obturador, está para o fotógrafo, assim como saber amarrar a chuteira está para o Ronaldo Fenômeno.

Em minha opinião um fotógrafo talentoso é aquele que busca a luz certa, mesmo usando máquina e objetiva simples e sem recursos faz coisas maravilhosas. Mas infelizmente sem um equipamento adequado, suas áreas de atuação e flexibilidade para trabalhar são restritas e ele não vai conseguir fazer muitas coisas, mesmo que possua um olhar genial, trabalhar com pouca profundidade de campo; assim, será difícil fotografar pássaros em voo,  impressionar com uma macro espetacular, não vai conseguir fotografar um show intimista, com pouca luz, nem fazer fotos sem flash, num ambiente com pouca iluminação, mas vai fazer coisas muito interessantes, mesmo usando uma objetiva ruim se mantiver ali por f/8, f/11 e com boa luz. E isso tudo acontece porque eles não têm, em mãos, o melhor equipamento para a ocasião.

Em fotografia, o equipamento faz muita diferença. Se você é este fotógrafo, transpira talento e consegue ver coisas que muita gente não vê, além de ser obstinado na procura da boa luz imagine o que você conseguiria fazer se pudesse contar com um conjunto de objetivas fixas bem claras, chegando a f/1.4,  uma lente 400mm f/2.8, um tripé estável, durável e um cabeçote preciso e fácil de usar,  uma ou duas macros de distâncias focais diferentes com excepcional qualidade ótica, ter ao alcance das mãos, 2 ou 3 flashes específicos para fotos macro, ficaria muito mais fácil.

Quando o jornalista me perguntou como ingressar no mercado de trabalho, respondi que é necessário ter um portfólio de bons trabalhos e começar fotografando família, amigos, aniversários, casamentos. Disse a ele também a multiplicação dos fotógrafos e a popularização do uso da fotografia contribuíram para banalizar o respeito aos direitos do mesmo. A imagem desvalorizou-se a partir do momento em que centenas de milhões de amadores, todos os dias, carregam nos botões das suas câmaras, mesmo assim continua a haver uma diferença enorme entre a qualidade das fotografias de um amador e a de um profissional.

Também disse a ele que o computador substituiu os quartos escuros (laboratório), e que todas as imagens produzidas hoje, têm necessariamente, que passar pelos programas de tratamento de imagens. Essa (r)evolução tecnológica permitiu, também, uma maior facilidade de produção e reprodução de imagens. A consequência foi uma enxurrada de fotografias, com suporte nos monitores e telas de LCD, veiculadas através da rede internacional de computadores. Conversamos inclusive sobre a questão autoral na fotografia que acaba sendo ainda mais prejudicada, afinal de contas não existe mais o negativo para efeito de comprovação. Falei inclusive que o fotógrafo enfrenta dificuldades com o direito patrimonial e moral sobre a obra.

Quando foi me perguntado sobre o surgimento do Grupo Imagem, disse que o Grupo Imagem Núcleo de Fotografia de Sorocaba teve seu início em 22 de setembro de 1986, quando o fotógrafo João Farkas esteve em Sorocaba ministrando uma oficina de fotografia, dentro do projeto “NOSSA GENTE”, promovido pela União dos Fotógrafos de São Paulo, Secretaria de Educação e Cultura do Estado, Biblioteca Municipal de Sorocaba e Cinebando Cineclube. Dos quinze participantes da oficina, cinco deles formaram o GRUPO IMAGEM. Nestes 30 anos de existência já realizamos inúmeras atividades culturais e projetos em parcerias com outras entidades. Nossas atividades não tem fins lucrativos e acontecem na Rua Jowberte Wey, 42, Jardim Faculdade – Sorocaba – SP.

Esclareci também que o grupo tem as seguintes finalidades:

  • Desenvolver e promover o convívio dos aficionados da arte fotográfica, mediante a realização de exposições, palestras, conferências, seminários, concursos, salões, boletins informativos e excursões.
  • Estabelecer intercâmbio com instituições congêneres nacionais e internacionais.
  • Instituir cursos e manter em sua sede Biblioteca especializada, Videoteca, sala de leitura, laboratório e estúdio.
  • Colaborar com as instituições públicas ou privadas na preservação do patrimônio artístico nacional, defender a categoria das artes fotográficas.
  • Cursos especiais para crianças e adolescentes carentes e para a terceira idade.
  • O Grupo também desenvolve atividades relacionadas com cinema, áudio visual e vídeo.
  • Literatura, poesia e demais artes e culturas.
  • Orientar e defender os direitos dos que atuam na área da imagem e artistas em geral.

Quanto as atividades do Grupo Imagem, eu disse que são as seguintes:

  • Salão Nacional de Fotografia – Acontece sempre no mês de agosto
  • Semana da Consciência Negra – Acontece no mês de Novembro
  • Cine Clube de Votorantim – Parceria com a Secretaria de Cultura de Votorantim
  • Curta Vídeo – Parceria com a Secretaria de Cultura de Votorantim
  • Viajar é preciso – Saídas fotográficas em parceria com a ONG Memória Viva
  • Dia Internacional da Fotografia – No dia 19 de agosto de cada ano, montamos um estúdio na Praça Cel. Fernando Prestes e fotografamos gratuitamente as pessoas interessadas.
  • Exposição fotográfica Mulheres – Acontece no mês de março
  • Exposição Fotográfica Fotógrafos em ação – Acontece no mês de janeiro
  • Exposição fotográfica Trabalho & Trabalhador – Acontece no mês de maio
  • Exposição fotográfica Sorocaba X anos – por ocasião do aniversário da cidade
  • Maratona Fotográfica “Rio Sorocaba”
  • Maratona Fotográfica “Rogick Vieira”
  • Cursos, Palestras e oficinas de fotografia e vídeo no Grupo Imagem, FEBEM, UNIT, escolas e faculdades de Sorocaba e Região.
  • Projeto Criança Cidadã.
  • Projeto Escrita com a Luz para adolescentes
  • Projeto Oficina de Vídeo para jovens.
  • Coordenação do Espaço Cultural “Mantovani“
  • Parcerias desenvolvidas com Fundec, Sesc, Prefeitura de Votorantim, Prefeitura de Sorocaba, Policia Militar e outras entidades.

 


Um comentário em “Sobre Edeson Souza

    Vasti Souza Silva disse:
    01/04/2014 às 00:39

    seu trabalho é muito bom gostei.

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